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21/06/2010

Males da tecnologia: Serviço de ajuda ao jovem

Quando pensamos nos benefícios que a internet proporcionou, geralmente ficamos tentados a esquecer que, como muitas outras coisas, ela também tem um lado negativo. O exemplo dado neste comercial é um indicativo de uma tendência que a cada dia se torna mais comum e preocupante para os pais: a falta de amizades reais entre os jovens em decorrência de relacionamentos virtuais.

http://www.vimeo.com/12375433

Para esclarecer a sociedade sobre outros perigos que existem no hábito da internet, como ameaças de ciberbullying, assédios em salas de bate-papo, jogos de aposta e invasão de privacidade, foi criado na França uma organização chamada Net Ecoute, responsável pelo comercial. Esse serviço público, além de detectar quais são os perigos, que até então são novidades para muitos, orienta, por telefone, os usuários sobre como evitá-los ou como agir, se forem confrontados com algum deles. De acordo com uma pesquisa feita pelo Safernet, entidade que atua no Brasil com fins semelhantes, 38% dos jovens internautas entrevistados já foram vítimas de ciberbullying ao menos uma vez e 44% dos amigos “reais” já o sofreram ao menos uma vez.

 

Outro exemplo de organização que combate crimes cibernéticos na França, a E-Enfance  alerta os pais que têm filhos pequenos da importância de se controlar o acesso na rede. Através de recursos pedagógicos, os pais podem evitar choques com conteúdos inapropriados às crianças, não deixá-las se exporem e prevenir alguns malefícios que a internet pode trazer à família, uma vez que não existem mais lugares distantes – e completamente seguros – com essa tecnologia.

Postado em Comunicação, Internet

22/02/2010

Mobile marketing educativo

Simples, barato e muito eficiente. Assim é o serviço text4baby realizado através de uma colaboração histórica entre empresas, comunidade de saúde e o governo dos Estados Unidos. As mulheres que se cadastram no serviço passam a receber gratuitamente mensagens de texto no celular, com dicas adequadas para cada semana da gestação. As mensagens também direcionam as mulheres para as clínicas locais e para os serviços de pré-natal e cuidados neonatais de sua região.

Além de operadoras de telefonia celular, empresas como Johnson & Johnson, Pfizer e MTV se juntaram ao governo americano nessa empreitada, mostrando que as parcerias público-privadas podem também funcionar como estratégias de viabilização de ações educativas no campo da comunicação pública.

O Brasil, que terminou o ano de 2009 com 174 milhões de celulares e densidade de 90,6 cel/100 hab, pode e deve também começar a utilizar tal mídia para ações educativas, principalmente em função da enorme penetração desse meio nas classes C e D.

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08/02/2010

Entrevista de Obama via YouTube

Ele de novo. O nome do presidente dos Estados Unidos deve virar verbete para significar inovação nos dicionários da comunicação governamental moderna. Moderníssima. Como fez durante a campanha, o presidente Obama foi entrevistado pelos americanos via YouTube no último dia 01 de fevereiro.

Tudo aconteceu on-line: o anúncio da entrevista, a chamada para a participação nas redes sociais, o envio de perguntas via vídeo YouTube, a escolha, por votação, entre as 14.459 questões enviadas e também, é claro, a transmissão da entrevista.

Conforme esclareceu Steve Grove, editor de notícias políticas no YouTube, nem o presidente, ou qualquer um dos seus assessores da Casa Branca, teve acesso ou participou da escolha das perguntas. Portanto, a entrevista teve o sabor e a força da espontaneidade. Para assistir e comprovar o poder da comunicação on-line, veja o vídeo da entrevista.

Imagem de Amostra do You Tube
25/01/2010

Reino Unido adere ao Open Government

Seguindo os passos do governo americano, que lançou o seu data.gov em maio de 2009, na semana passada o governo do Reino Unido lançou o site http://www.datagov.uk. A página permite o livre acesso de qualquer pessoa a dados importantes do governo inglês. Todas as informações disponibilizadas podem ser reutilizadas para criar novas ferramentas e aplicativos a fim de facilitar a vida dos cidadãos.

Data UK

Antes do lançamento público, uma versão de teste do site foi apresentada a 2.400 desenvolvedores que trabalharam criando aplicativos a partir das informações ali contidas. Os aplicativos desenvolvidos nesse estágio de testes estão disponíveis no site.

Em um deles, é possível, por exemplo, acessar um site que relaciona dados sobre obesidade com doenças em adultos e crianças. Em outro, chamado Where does my money go?, é permitida a visualização de informações sobre os gastos públicos na Inglaterra. Já no House Prices, é possível comparar a variação dos preços de imóveis, desde 1996 até hoje, em determinadas regiões do Reino Unido.

Todos os dados publicados pelo site são abertos para o livre reuso de qualquer pessoa. É possível, inclusive, sugerir a criação de novos aplicativos a partir dos dados disponibilizados.

Um dos consultores que participaram do projeto é Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web. Ele diz que os dados de governo também são um recurso público e por isso devem ser liberados para que a sociedade se aproprie deles, criando novos produtos e serviços.

E o governo brasileiro? Quando será que vai aderir a esse movimento?

22/01/2010

Boas ideias: SeeClickFix

Terminamos a semana com uma boa ideia que nos mostra como a Internet pode aproximar a população dos governos. SeeClickFix é um site criado por um grupo de norte-americanos no qual os visitantes podem postar reclamações sobre problemas locais e chamar a atenção de seus vizinhos e de entidades públicas. O site funciona a partir da noção de mobilização, permitindo que as reclamações sejam votadas por outras pessoas que também querem ver aquele problema resolvido. Através do Google Mapas, é possível marcar o local exato do problema que precisa ser resolvido.

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O site começou financiado pelos próprios fundadores e agora sobrevive à base de publicidade, patrocínios e vendas de pacotes para organizações públicas que queiram receber alertas mais detalhados das reclamações da população. No blog do SeeClickFix são postados inúmeros relatos nos quais a mobilização popular utilizou as ferramentas do site e conseguiu ter seus problemas resolvidos. A ferramenta também está disponível para utilização pelo celular e, recentemente, em função dos pedidos de internautas de outros países como Mongólia, Rússia, França e Argentina, o site passou a operar em outras línguas. Uma ferramenta simples que nos indica que não basta esperar que os governos tomem a iniciativa de começar esse diálogo. Quando a sociedade civil se organiza, dificilmente as instituições públicas podem deixar de escutar.

15/01/2010

1 ano de governo Barack Obama

Para marcar a data de um ano da administração Barack Obama, o blog da Casa Branca realizou uma ação de comunicação com o objetivo de prestar contas e de aumentar o conhecimento do público sobre as ações já realizadas pelo governo americano. Durante toda esta semana, o blog publicou pela manhã posts de membros do governo falando dos progressos que a administração realizou em determinada área. Ao final da tarde, esse mesmo membro do governo participava de um chat em vídeo ao vivo com o público.

Na segunda-feira, a assistente do presidente para assuntos de energia e mudança climática falou sobre as ações para a promoção de energias limpas. Na terça, um membro do Conselho Nacional de Segurança discutiu a política de segurança nacional e de imigração. Na quarta, a secretária Kathleen Sebelius discorreu sobre a reforma da saúde. Na quinta-feira, o chefe de Tecnologia do governo abordou o tema ética e transparência. Finalizando a semana, hoje, um dos membros do Conselho de Economia falará sobre as transformações na economia e na criação de empregos.

A discussão também se estendeu para a página do canal de vídeo da Casa Branca no Facebook, ocasião em que as pessoas que estavam assistindo aos videoschats podiam comentar, em tempo real, a fala dos membros do governo. Uma forma moderna, simples e de baixo custo de levar informação consistente ao público e de promover o debate em torno das ações do governo. Não só a campanha eleitoral de Barack Obama deveria se tornar referência para os políticos brasileiros, mas também o uso da Internet durante o período de governo como instrumento de comunicação pública.

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08/01/2010

Boa ideia: Patient Opinion

Para começar bem 2010, vamos falar de uma boa ideia que envolve a mobilização da sociedade civil para o aprimoramento dos serviços públicos. O Patient Opinion é um site cuja proposta é ouvir histórias e sugestões dos pacientes para aprimorar o sistema de sáude da Inglaterra. Os pacientes geralmente fazem sugestões práticas que podem ser adotadas pelos hospitais. Como o site permite que os hospitais respondam às reclamações dos pacientes e anunciem as modificações realizadas, a possibilidade de resposta aos pacientes é garantida e estimulada.

Além de tornar públicas as queixas e sugestões dos pacientes e direcioná-las aos órgãos responsáveis, o sistema permite que os usúarios vejam o que os pacientes comentaram a respeito de hospitais da sua região. No blog do site são publicadas várias histórias sobre como o Patient Opinion vem ajudando a transformar e aprimorar os serviços de saúde na Inglaterra.

Patient Opinion foi fundado por Paul Hodgkin, um funcionário do sistema de saúde inglês, que, ao realizar compras pelo site Ebay, em 2004, imaginou que o sistema de votação e classificação utilizado pelo site para construir um ranking dos melhores vendedores poderia ser utilizado para a avaliação do sistema público de doações. O serviço básico oferecido pelo site é gratuito, mas os hospitais podem se tornar assinantes – o que faz com que eles tenham acesso mais rápido aos relatórios e às informações postadas no site.

Iniciativas como essas mostram que o aprimoramento dos serviços públicos não pode ser apenas uma tarefa dos governos e que a Internet pode contribuir bastante para a construção de uma comunicação pública mais interativa e marcada pelo diálogo.

Conhece alguma iniciativa parecida no Brasil? Mande um e-mail pra gente: populus@populuscomunicacao.com.br

06/01/2010

Nova campanha do governo escocês combate o estresse

Uma campanha do governo escocês, lançada em novembro de 2009, chama a atenção para um tema ainda bastante estigmatizado em nossa sociedade: o estresse. Uma pesquisa desenvolvida pelo governo escocês mostrou que três quartos dos entrevistados admitiram já haverem tido estresse, mas apenas um em cada quatro entrevistados se sentiu à vontade para conversar com outras pessoas sobre a doença. A campanha tenta “normalizar” o estresse, mostrando que se trata de uma doença bastante comum e que precisa ser assumida para ser enfrentada. O filme de lançamento da campanha tem como tema justamente a dificuldade das pessoas em lidar e assumir publicamente os sintomas do estresse.

Imagem de Amostra do You Tube

As ações são direcionadas a pessoas com idade entre 25 e 54 anos que estão vivenciando privações socioeconômicas e dificuldades que levam ao estresse. Além da televisão, a campanha utilizou a assessoria de imprensa, ações on-line e uma série para TV chamada “Make Me Happier” patrocinada pelo governo escocês, veiculada na STV da Escócia e estrelada por apresentadores já conhecidos do público escocês.

A série, em seis capítulos, é uma espécie de reality show que conta a história de escoceses que estão lidando com o estresse e que a partir do programa passam a contar com ajuda profissional, fazendo mudanças positivas em suas vidas. Os programas vão ao ar no horário da noite, atingindo 10% da audiência de televisão do país, o que representa algo em torno de 95.000 espectadores. Além da exibição na TV, os episódios também podem ser vistos no site da série, que conta ainda com outros depoimentos dos participantes e dos apresentadores da série.

Todas as atividades de comunicação direcionam o público para duas fontes de informação: uma cartilha impressa e o website  da campanha. A cartilha ensina as pessoas a lidarem com o estresse e é distribuída mediante atividades promocionais, pela rede pública de saúde ou solicitada gratuitamente no website da campanha. No website, além de dicas para reconhecer e lidar com o estresse, o público pode responder a um quiz que ajuda a identificar sintomas do estresse, assistir a vídeos de relaxamento e se juntar a uma comunidade que reúne pessoas que querem trocar experiências sobre o estresse.

As atividades de mídia da campanha estão previstas para serem finalizadas em fevereiro, mas as ações on-line e uma série de eventos locais vão promover a manutenção e a continuidade do processo educativo durante todo o ano de 2010.

04/01/2010

Campanha pelos bons hábitos alimentares infantis

Com o final do ano e todas as tradicionais promessas de melhores hábitos para o Ano-Novo, vale a pena darmos uma olhada na campanha Change 4 Life, lançada pelo governo da Inglaterra no início de 2009. Voltada para o combate da obesidade infantil, a campanha utiliza a mídia de massa para sensibilizar crianças e seus pais acerca da importância de bons hábitos de vida e a mídia interativa para prosseguir o processo educativo, oferecendo informações, acompanhando e incentivando o processo de transformação das famílias.

O filme de lançamento da campanha explica, através de linguagem didática e do uso de desenho animado, as mudanças alimentares pelas quais o mundo passou nos últimos tempos, bem como as consequências dos atuais padrões alimentares.

Imagem de Amostra do You Tube

Em outras peças, as crianças são incentivadas a comer melhor e a se mover mais para viver melhor. É o caso deste comercial, em que as consequências do excesso de atividades sedentárias são apresentadas.

Imagem de Amostra do You Tube

No site da campanha, os pais podem responder a um teste  para diagnosticar como andam os hábitos de seus filhos. Dicas alimentares e de exercícios são oferecidas após o preenchimento do questionário. Os pais também são incentivados a se registrar no site  para receber mensagens do programa e se conectarem, através da internet, a outras famílias que também estão tentando melhorar a qualidade de vida de suas crianças.

A campanha é concebida como uma ação de longo prazo e constantemente novos comerciais e novas ações interativas são lançadas. Mais um exemplo que nos mostra que a comunicação pública, principalmente aquela voltada para educação e mudança de hábitos, não sobrevive sem consistência e continuidade.

22/12/2009

Campanha para cobrar promessas eleitorais de Obama

O namoro da opinião pública internacional com o presidente americano Barack Obama já vinha ruindo antes do COP15 e as cobranças das promessas eleitorais começam a se multiplicar. Em agosto de 2009, uma coalização de organizações sociais antigenocídio lançou a campanha Sudan Now: Keep the promise. A campanha é direcionada ao presidente Obama, ao vice-presidente Biden e à secretária Hillary Clinton e cobra duramente ações imediatas, prometidas durante a campanha eleitoral, para ajudar a acabar com a crise internacional no Sudão.

SudanNowObama

A situação no Sudão é urgente. O governo vem impedindo a ação da missão de paz da ONU. Cerca de 3 milhões de cidadãos de Dafur estão vivendo em campos de concentração sob constante violência. O presidente do país continua procurado pela Corte Criminal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade.

Além dos cartazes, foi lançado um site da campanha , aliado a uma forte presença nas mídias sociais. No site, os leitores são incentivados a visitar as páginas da administração Obama nas mídias sociais, deixando recados a favor do Sudão. É possível acompanhar as ações da organização através do Twitter @SudanActionNow ou através do Facebook.