31/08/2010
Para conscientizar a população do Estado de New South Wale, na Austrália, sobre o alto nível de poluição de carbono que o lugar vem produzindo, o governo daquele país criou uma campanha visando a diminuição dos índices e melhorar a qualidade de vida local. Uma série de comerciais foi feita usando como personagem principal uma enorme quantidade de balões pretos, que misteriosamente são expurgados de aparelhos elétricos, durante seu funcionamento. As sugestões da campanha são: não deixar o computador ligado quando ele está fora de uso, não manter refrigeradores em temperatura muito baixa, usar menos vezes máquinas que secam roupas, optando por varais, etc.
A engenhosidade dos comerciais, que nos fazem lembrar de cenas de cinema e nos remetem a algumas tomadas de filmes de ficção científica, deu profundidade à questão ecológica da mensagem, proporcionando ao telespectador visualizar algo sem formato físico. Comprova-se, assim, a capacidade que a comunicação tem para contornar problemas a partir da criatividade, sem necessariamente contar com uma grande disponibilidade de recursos.
http://www.vimeo.com/13893092
31/08/2010
A campanha americana de prevenção às doenças causadas pela contaminação por chumbo, conhecidas no Brasil como “saturnismo” e “plumbismo”, tem o seu foco no maior grupo de incidência, isto é, as crianças. Em razão de seu sistema imunológico menos evoluído, esse grupo sofre mais ao ser exposto a algum tipo de material ou artefato do nosso cotidiano que leva chumbo em sua composição. E todos nós estamos rodeados deles.
O chumbo é um dos componentes na fabricação de “tintas imobiliárias, gráficas, artísticas e de uso infantil e escolar, vernizes e materiais similares”. Em agosto de 2008, foi aprovado um projeto de lei que proíbe “a fabricação, comercialização e distribuição de produtos com concentração superior a 0,009% de chumbo, em peso, expresso como chumbo metálico, determinado em base seca ou conteúdo total não volátil”, de acordo com a lei federal brasileira de número 11.762.
Há mais de trinta anos, o governo norte-americano proibiu tais ações semelhantes em seu país, mas o problema persiste. Segundo o site da campanha, a contaminação por chumbo afeta mais de um milhão de crianças hoje em dia. O site serve para divulgar as medidas que os moradores e os trabalhadores devem tomar caso habitem ou trabalhem em lugar construído antes de 1978.
13/07/2010
Kids and Cars é uma organização norte-americana, sem fins lucrativos, criada em 1996, pioneira no trabalho de prevenção a acidentes automobilísticos que envolvem crianças.
Seu serviço é reconhecido como forma de integração social e compartilhamento de experiência entre pais que tiveram perdas ou traumas em relação a seus filhos. Ela desenvolve, por essa razão, campanhas em diferentes mídias para que esses acidentes não aconteçam a outras famílias, sempre usando o slogan – “Nunca deixe crianças sozinhas dentro ou perto de carros” – como forma de alertar os responsáveis por essas.

Balão da campanha da Kids and Cars
O que chama a atenção para esse comercial é a sua semelhança com a realidade, numa quase imperceptível mudança no comportamento do bebê, que indica que qualquer descuido pode ter um fim trágico. Por isso, uma das grandes preocupações da organização, e que poucos têm consciência, são os riscos de se deixar crianças dentro do carro enquanto os pais saem para fazer alguma coisa.
http://www.vimeo.com/12679524
No site da Kids and Cars, há relatos de pais que tiveram o carro roubado com os filhos dentro, mortes por hipertermia ou sufocamento e outros casos atípicos.
13/07/2010
http://www.vimeo.com/13309221
Um recurso aparentemente simples, porém responsável por uma notável modificação, transformou uma cena familiar e corriqueira numa peça inteligente e inovadora.
O comercial é da Irlanda do Norte e foi promovido pelos departamentos de saúde, segurança e serviços sociais do país. A cena: o filho entra em casa e, ao passar pela porta, encontra o pai sentado no sofá da sala. O pai pergunta o que ele estava fazendo, mas, para terminar a conversa, o filho diz que se sente cansado e quer ir para o quarto.
– A estratégia do comercial é utilizar legendas mostrando ao telespectador o que o filho realmente estava fazendo, já que ele não se sente à vontade para contar ao pai.
Por esse motivo, a campanha foi apontada como forma impactante de tratar o tema, que ganhou mais ênfase pelo clima sombrio dentro da casa, destacando a legenda. O foco era encorajar os pais a conversarem com seus filhos sobre os problemas do consumo de álcool e ensiná-los a ter uma atitude responsável em relação a isso.
21/06/2010
Quando pensamos nos benefícios que a internet proporcionou, geralmente ficamos tentados a esquecer que, como muitas outras coisas, ela também tem um lado negativo. O exemplo dado neste comercial é um indicativo de uma tendência que a cada dia se torna mais comum e preocupante para os pais: a falta de amizades reais entre os jovens em decorrência de relacionamentos virtuais.
http://www.vimeo.com/12375433
Para esclarecer a sociedade sobre outros perigos que existem no hábito da internet, como ameaças de ciberbullying, assédios em salas de bate-papo, jogos de aposta e invasão de privacidade, foi criado na França uma organização chamada Net Ecoute, responsável pelo comercial. Esse serviço público, além de detectar quais são os perigos, que até então são novidades para muitos, orienta, por telefone, os usuários sobre como evitá-los ou como agir, se forem confrontados com algum deles. De acordo com uma pesquisa feita pelo Safernet, entidade que atua no Brasil com fins semelhantes, 38% dos jovens internautas entrevistados já foram vítimas de ciberbullying ao menos uma vez e 44% dos amigos “reais” já o sofreram ao menos uma vez.
Outro exemplo de organização que combate crimes cibernéticos na França, a E-Enfance alerta os pais que têm filhos pequenos da importância de se controlar o acesso na rede. Através de recursos pedagógicos, os pais podem evitar choques com conteúdos inapropriados às crianças, não deixá-las se exporem e prevenir alguns malefícios que a internet pode trazer à família, uma vez que não existem mais lugares distantes – e completamente seguros – com essa tecnologia.
21/06/2010
Doar sangue é um ato que cada vez mais necessita de um esforço comunicativo para atingir a população. São medidas que, em detrimento da solidariedade da nação, sempre voltam a ser alvo de campanhas de interesse público e social.
A simplicidade desse comercial, ao mesmo tempo contendo uma boa dose de realismo, conta, através dos olhos de uma criança, toda a dificuldade que existe quando alguém que conhecemos precisa de uma transfusão de sangue. Questionando o discurso hegemônico da falta de tempo, o comercial do serviço de doações de sangue do País de Gales usa um slogan que expõe a realidade em que poucas são as pessoas que se identificam com as outras. Em função de longas horas de trabalho, que nos fazem perder a sensibilidade e a identificação com terceiros, todos parecem ocupados demais para salvar a vida de alguém. A comunicação pública precisa também abrir os olhos das pessoas.
http://www.vimeo.com/12091223
21/06/2010
Há mais de vinte anos colaborando com o serviço público dos Estados Unidos, a DrugFree é uma organização não governamental que se dedica a combater o uso de drogas e álcool pelos jovens norte-americanos e imigrantes também. Ela se destaca por dar importância ao diálogo entre pais e filhos, privilegiando a comunicação feita de forma aberta e não coercitiva. Nesse comercial podemos perceber a abordagem especializada que seus membros utilizam, entre eles médicos, psicólogos e comunicadores profissionais. A presença de um objeto singelo, uma caixa de bailarina que pode ser encontrada em muitos lares, contrapõe qualquer traço do moralismo que geralmente aparece em campanhas antidrogas. O objetivo de fazer os pais refletirem foi alcançado, além de o resultado contribuir para a comunicação pública, que está intimamente relacionada ao diálogo.
18/05/2010
Esse comercial feito para o Departamento de Saúde do Governo de Nova Iorque foi ao ar em fevereiro de 2010 e utiliza o tom lúdico para a divulgação da campanha de combate ao vírus H1N1. Através de um jogo de significados, o verbo “espalhar” (ao mesmo tempo causa e solução) serviu de inspiração para o slogan da campanha, que se dirige ao público usuário do Facebook. Para facilitar a disseminação das informações, o perfil divulga iniciativas, locais de vacinação e outros serviços do Departamento de Saúde. É interessante ver um comercial que abarca ideias tão discutidas atualmente, conceitos como sociedade em rede, novas ferramentas de comunicação e o valor da notícia. Inteligente e divertido!

O slogan – “Espalhe a palavra, não o vírus” – também foi utilizado em campanhas de prevenção contra outros vírus, tais como HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Na República da Eslovênia, um concurso foi criado para estender o marketing e premiar a melhor publicação que apresentasse soluções criativas para diminuir o contágio da Aids. Os leitores podiam enviar vídeos, textos, imagens e materiais em qualquer categoria multimídia. O vencedor foi este vídeo que você pode conferir abaixo:
13/04/2010
Quer saber? Funciona. Alguns comerciais que pretendem demonstrar o perigo que alguns comportamentos representam para a integridade física das pessoas, de modo particular dos adolescentes, partem para o hiper-realismo impiedoso das tragédias da vida real. Mostrar com todas as letras o que pode acontecer com quem, como nesta campanha, se distrai com o celular enquanto caminha pelas ruas.
Realismo não falta a este comercial recentemente lançado pelo DOE – Department of the Environment –, fundado em 1999 pela Ireland Acts, que atua na Irlanda do Norte. Em 30” este filme fantástico consegue contar uma história de amor inteira: o que era, o que poderia ter sido.

Com o objetivo de promover qualidade de vida para os irlandeses do norte, o DOE abarca ações variadas e em todos os segmentos. Além de diminuir os acidentes no trânsito, o Departamento atua na promoção do desenvolvimento sustentável em todas as atividades do governo e da sociedade civil. Construir herança através da preservação da vida – em todos os sentidos.
31/03/2010
Os Encontros Populus/PUC Minas trazem a Belo Horizonte a professora Heloiza Matos que fará uma palestra sobre “Capital Social, redes e comunicação pública”.
Heloiza Matos é especialista em comunicação pública e política e possui larga experiência em docência e pesquisa. Originária da pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP, atualmente integra o programa da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. É pós-doutora em comunicação pela Universidade Stendhal, na França, e tem vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Seu livro mais recente, lançado em 2009 pela Editora Summus, tem por título “Capital social e comunicação: interfaces e articulações”.
Na palestra, Heloiza irá expor as perspectivas atuais da prática da comunicação pública, possibilitada pelo uso das redes. Após uma breve contextualização do tema, a palestrante vai analisar e apresentar cases de novas práticas de comunicação, usando intensivamente as redes sociais e as comunidades internas e externas às empresas e instituições.
A palestra acontecerá na próxima quinta-feira, dia 8 de abril às 19 horas no auditório do Edifício Amadeus Tower, na Avenida do Contorno, número 6.594, na sede da Populus. A entrada é franca e aberta a profissionais da área e estudantes. Inscrições pelo e-mail: encontros@populuscomunicacao.com.br
